Abacate, goiaba, araçá e palmito jussara são algumas das espécies que os agricultores atendidos pelo projeto escolheram para seus sistemas agroflorestais. A produção das mudas frutíferas deve gerar renda direta para trabalhadores rurais atendidos pelo projeto, e no futuro a produção de frutos, doces e sucos orgânicos agroflorestais como complemento a renda daqueles que optaram pelo plantio. Os sistemas agroflorestais estão sendo desenvolvidos através de uma metodologia de pesquisa/ação participativa que visa construir os sistemas a partir da experiência e anseios dos próprios beneficiados.
Com o objetivo demonstrativo e experiencial deste trabalho, os agricultores interessados no projeto foram conhecer um exemplo vivo e bem sucedido de sustentabilidade econômica alcançada através do uso de técnicas agroflorestais. A visita ocorreu na cidade de Parati, durante a 5ª Vivência Agroflorestal que é realizada anualmente pela Família Ferreira, que neste encontro teve como objetivo estimular o interesse dos agricultores envolvidos no projeto.
O sistema de troca de experiências entre agricultores aconteceu durante as atividades desenvolvidas, com a presença de jovens assentados da região de Sorocaba, agricultores, quilombolas, técnicos, ativistas e estudantes. Em 1999, este foi um dos instrumentos usados para tentar fortalecer a idéia de agrofloresta na região, que agora receberam estes agricultores para conhecê-la transmitir sua experiência antes de começarem a fazer as suas próprias agroflorestas apoiadas pelo projeto. O grupo participou de uma visita monitorada a sistemas agroflorestais no Quilombo do Campinho da Independência, visita monitorada e interpretativa dos sistemas agroflorestais da família Ferreira, participou de oficinas de poda seletiva e aproveitamento de palha de bananeira, e oficinas de planejamento e implantação de sistemas agroflorestais.
Ali conheceram o contexto de trabalho da Família Ferreira, que passou de uma realidade de subemprego e baixa renda, para uma situação sustentável e digna após 4 anos de conversão de suas terras para o sistema agroflorestal. Sendo hoje referencias no desenvolvimento de sistemas agroflorestais. Além disso, a alimentação é praticamente toda produzida por eles mesmos, nos seus sistemas agroflorestais, e a renda familiae é obtida essencialmente através de produtos florestais sustentáveis e não madeireiros, como por exemplo a produção de óleo de copaíba.